Espaço reaberto pós longo período aposentado. Este é um lugar onde paro para pensar o que vem à mente, sem arredondar. Já foi uma gaveta; já foi um tupperware, daqueles que a gente fecha bem as idéias e põe na geladeira, guardando o que queremos preparar mais para frente. É relevante, tem motivo de estar, mas não está pronto. Superficial. Superfácil, Só prefácio. Superfacial, está na cara, mas só ali (aqui). As vezes, até consigo enxergar a lua pela fresta do telhado.
9.4.07
Eu quero, tu queres, ele quer, nós queremos, vós quereis, eles querem
Carpe diem é o resumo
Paralelamente, decidi no final da última semana que finalmente as cortinas e quadros que estavam encostados num pedaço de chão ganhariam seus respectivos assentos. Não deu tempo de acertar tudo em uma tarde, nem com dois bons ajudantes e uma assessora de decoração, mas pude perceber que, mesmo quando a gente resolve colocar as coisas no lugar, não tem como fugir de certa dose de desordem. Seja porque a sala ficou cheia de pó, pedaços de vidros quebrados ou tapete amontoado em um canto; seja porque as coisas ficaram tão bem assentadas que não estão ainda familiarizadas, dando a impressão de aquilo não estar 100% certo, ou melhor, seguro.
São paradoxais as conclusões de que para arrumar é necessário desarrumar; para solucionar é necessário criar um problema e para acertar é necessário errar (muiiita gente já até nasce sabendo disso). Irônico é pensar que a gente sabe que momentos surgem de solavanco, mas sempre nos preparamos para sentir ou não sentir algo, agir assim ou assado, resistir a isso ou àquilo. E é inútil programar-se.
Bom é perceber que, enfim, acho alguma maturidade em mim e não estou me descabelando por tudo isso. A reviravolta gerada pela poeira, pelo novo layout da sala e pelo que aconteceu há um mês está sendo bem-vinda, mesmo que eu não saiba como será daqui a pouco.
(depois posto a foto da sala)
2.4.07
Na (infinita) D.Pedro I
29.3.07
Com os pés no chão

E quanto mais caminho, mais sei que tenho estrada
E quanto mais estrada, mais sei que vou querer atalhos
E quanto mais atalhos, mais sei que, na maioria, não serão a melhor escolha
E quanto mais escolhas, mais sei que surgirão dúvidas
E quanto mais dúvidas, mais sei que precisarei de força
E quanto mais força, mais sei que terei de ser diplomática
E quanto mais diplomática, mais sei que farei com calma
E quanto mais calma, mais sei que seguirei no caminho
E quanto mais caminho, mais sei que tenho estrada...
28.3.07
Para quem ainda não surgiu
Silencia-me
Deixe que o barulho das situações irrelevantes não chegue até mim
Atente para que piadas sem graça não me atormentem
Inunda-me com a calada de uma noite estrelada
(Tolero o doce som da chuva caindo)
Silencia-me, por favor
Silencia-me
Cuide para que o grito do tédio não me sufoque
Alcance, a mim, a calma, mas sem dar crédito à rotina
Preencha-me com tua presença
(Aceito as pedras que naturalmente virão)
Silencia-me, por favor
Silencia-me
E transforma o desconforto do silêncio vazio que hoje conheço
Apresenta-me um som que não precisa ocupar meus espaços
Prova-me que há sons mudos e silêncios ruidosos
Silencia-me, por favor
Silencia-me
21.3.07
Córo
