Então ele saiu, bateu a porta do carro e caminhou com força até o da frente, maldizendo o cara que estava no Dobló. Ele socava outros carros que estavam parados por perto.
Parou na porta do Dobló. Gritava e balançava o carro. A mulher, no banco do passageiro começou a chorar. Teve literalmente um ataque de pânico. O motorista abriu a porta e socou a cara do homem irritado, que respondeu com um pontapé.
A cena estava armada. Enquanto o marido pegou a arma, a mulher saiu do carro, se pôs no meio e, chorando, ajoelhou no chão, entre os dois que se socavam e empurravam. Ela implorou que parassem. Mas não aconteceu.
Todos no estacionamento do supermercado, que estavam na fila da gasolina a $ 2,259, permaneceram estáticos. Ninguém ria, ninguém achava engraçado. Todos lamentaram. A polícia chegou depois de muito escândalo.
O pior é que aconteceu mesmo.
Espaço reaberto pós longo período aposentado. Este é um lugar onde paro para pensar o que vem à mente, sem arredondar. Já foi uma gaveta; já foi um tupperware, daqueles que a gente fecha bem as idéias e põe na geladeira, guardando o que queremos preparar mais para frente. É relevante, tem motivo de estar, mas não está pronto. Superficial. Superfácil, Só prefácio. Superfacial, está na cara, mas só ali (aqui). As vezes, até consigo enxergar a lua pela fresta do telhado.
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25.3.07
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