1 – piada interna: ô coisa boa! Você ta ali, com mais 2, 3 ou mais numa saia justa, suando frio, com um pepino enorme pra resolver. O clima tá tenso... aí um faz uma piadinha interna. Delícia!
2 – cantar para espantar os males: é no momento de aflição que aquele pagode grudento vira hit no trabalho ou que aquela mpb antiga e chatona ganha paródia que se encaixa perfeitamente no cotidiano. Cantar é show e nem precisa ser afinado. “Samba Thais França, samba, Thais França, samba!”
3 – comilancinhas: comer sempre ajuda. Um chocolatinho, uma maçã, uma bolacha água e sal ou uma barrinha de cereal. Não importa. O que importa é descansar o cérebro por uns segundos (não dá tempo de comer em minutos) e mastigar algo gostosinho.
Tem mais coisas, mas estas são as mais simples. Pensar em férias gera ansiedade, lembrar de coisas legais do passado, angústia, e pensar no dia seguinte, gastrite. O ideal, portanto, é rir, cantar e comer. Fica tudo mais leve (menos você se exagerar no último).
Espaço reaberto pós longo período aposentado. Este é um lugar onde paro para pensar o que vem à mente, sem arredondar. Já foi uma gaveta; já foi um tupperware, daqueles que a gente fecha bem as idéias e põe na geladeira, guardando o que queremos preparar mais para frente. É relevante, tem motivo de estar, mas não está pronto. Superficial. Superfácil, Só prefácio. Superfacial, está na cara, mas só ali (aqui). As vezes, até consigo enxergar a lua pela fresta do telhado.
21.7.10
20.7.10
Tempo amigo velho, velho amigo
Faz tempo que não escrevo. Primeiro porque meu tempo para parar, respirar, manter a coluna reta e os olhos fixos por mais de 1 min é zero. Segundo porque a conseqüência disso é uma mente criativa reprimida. Terceiro porque é meio absurdo, mas quando estou feliz fica mais difícil.
Pelamor, não vem me chamar de emo! Ou com pose blasé dizer que sou uma presunçosa romântica byronista. Mas para mim é mais difícil escrever quando estou feliz, e quero dizer, feliz afetivamente. Ando reclamando absurdo de várias outras seções e repartições da vida, mas nesta diretoria, ta tudo muito bem, ta tudo muito bom. Aleluia.
É triste. Tenho dois livros na cabeça. Prontos. Tenho uma exposição na cabeça. Pronta. Tenho planos, idéias, vontades. Mas não dá tempo. E aí, com tanta coisa grande, fazer uma pequenina, só para brincar e preencher o blog no ritmo que já foi um dia fica difícil ( e aí interfere o fato de eu estar cansada do resto, mas feliz).
Sou desse mundo esquisito que a gente vive hoje, gosto de blog, gosto de orkut, gosto de MSN, gosto de Skype, até da janelinha de mensagens do Yahoo eu gosto, e gosto de promoções na rede, gosto de fuçar twitter alheio (confesso não ter achado utilidade para mim), gostaria de ter um Flicker recheado. Mas não dá tempo... e pra esse problema é tempo. Tempo ao tempo. É como minha avó sempre diz. Ela deve entender... passou dos 80 e vive dizendo ‘e viva a vida’.
Pelamor, não vem me chamar de emo! Ou com pose blasé dizer que sou uma presunçosa romântica byronista. Mas para mim é mais difícil escrever quando estou feliz, e quero dizer, feliz afetivamente. Ando reclamando absurdo de várias outras seções e repartições da vida, mas nesta diretoria, ta tudo muito bem, ta tudo muito bom. Aleluia.
É triste. Tenho dois livros na cabeça. Prontos. Tenho uma exposição na cabeça. Pronta. Tenho planos, idéias, vontades. Mas não dá tempo. E aí, com tanta coisa grande, fazer uma pequenina, só para brincar e preencher o blog no ritmo que já foi um dia fica difícil ( e aí interfere o fato de eu estar cansada do resto, mas feliz).
Sou desse mundo esquisito que a gente vive hoje, gosto de blog, gosto de orkut, gosto de MSN, gosto de Skype, até da janelinha de mensagens do Yahoo eu gosto, e gosto de promoções na rede, gosto de fuçar twitter alheio (confesso não ter achado utilidade para mim), gostaria de ter um Flicker recheado. Mas não dá tempo... e pra esse problema é tempo. Tempo ao tempo. É como minha avó sempre diz. Ela deve entender... passou dos 80 e vive dizendo ‘e viva a vida’.
18.6.10
Ele se foi, mas todo o resto estará sempre aqui
"Pensar, Pensar
Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma."
José Saramago
Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma."
José Saramago
26.5.10
Dicas em eventos (piadas internas)

Para tirar foto com personalidades políticas
Opção 1 - Senhor José Serra, o senhor nos daria a honra de tirarmos uma foto?
Opção 2 - Kasssaaaaabbbbb!!! Tira uma foto com a gente?
***(Não aconselho uma foto dessas sem ter certeza, mas disseram que o ideal é estufar as bochechas e/ou deixar os cabelos meio sobre os olhos. Se um dia precisar negar a foto, pode dizer que era um parente muito parecido com você.)
Para conseguir a atenção das garçonetes e garçons do buffet...
Opção A:
1 - Dê uma olhadinha fixa nos olhos dele (a)
2 - Levante as sobrancelhas
3 - Sorria delicadamente
4 - Delicie-se com comiditchas
Opção B:
Garçommmmmmm!
Melhor localização
Opção 1: Cerca de 2 metros do anfitrião, em uma rodinha discreta, porém envolvida com o evento
Opção 2: Na porta de saída do buffet
24.5.10
rapidinho...
Faz muito tempo que não entro aqui. Minha rinite até atacou.
Vendo este vídeo em stopmotion me deu vontade de compartilhar. É legal demais!
Quero um dia fazer algo em stopmotion, mesmo que curtinho...
É interessante como o movimento inspira. E a controvérsia da graça vir do estado congelado. Além disso, a música e a letra são muito charmosas. Minha nota é 10.
E grifo o verso mais lindo pra mim...
Her Morning Elegance
Oren Lavie
Sun been down for days
A pretty flower in a vase
A slipper by the fireplace
A cello lying in its case
Soon she's down the stairs
Her morning elegance she wears
The sound of water makes her dream
Awoken by a cloud of steam
She pours a daydream in a cup
A spoon of sugar sweetens up
And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
with a thought she has caught
by a thread
she pays for the bread
and she goes…
Nobody knows
Sun been down for days
A winter melody she plays
The thunder makes her contemplate
She hears a noise behind the gate
Perhaps a letter with a dove
Perhaps a stranger she could love
And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
with a thought she has caught
by a thread
she pays for the bread
and she goes…
Nobody knows
And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
where the people are pleasantly
strange
and counting the
change
as she goes…
Nobody knows
Vendo este vídeo em stopmotion me deu vontade de compartilhar. É legal demais!
Quero um dia fazer algo em stopmotion, mesmo que curtinho...
É interessante como o movimento inspira. E a controvérsia da graça vir do estado congelado. Além disso, a música e a letra são muito charmosas. Minha nota é 10.
E grifo o verso mais lindo pra mim...
Her Morning Elegance
Oren Lavie
Sun been down for days
A pretty flower in a vase
A slipper by the fireplace
A cello lying in its case
Soon she's down the stairs
Her morning elegance she wears
The sound of water makes her dream
Awoken by a cloud of steam
She pours a daydream in a cup
A spoon of sugar sweetens up
And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
with a thought she has caught
by a thread
she pays for the bread
and she goes…
Nobody knows
Sun been down for days
A winter melody she plays
The thunder makes her contemplate
She hears a noise behind the gate
Perhaps a letter with a dove
Perhaps a stranger she could love
And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
with a thought she has caught
by a thread
she pays for the bread
and she goes…
Nobody knows
And she fights for her life
as she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
as it pours
And she fights for her life
as she goes in a store
where the people are pleasantly
strange
and counting the
change
as she goes…
Nobody knows
1.2.10
Por isso, por aquilo; porque sim
Eu te amo porque você é bonitão
Eu te amo porque você é bonitão por dentro
Eu te amo porque além de bonitão você calça 40 e então tá garantido que seus pés podem nos sustentar superbem.
Eu te amo porque você é quase decente (é que a pequena porcentagem de indecência localizada me agrada)
Eu te amo porque você me esquenta o corpo e o coração e esfria antigas mágoas e decepções
Eu te amo porque você traz pra perto o melhor de mim e espanta os piores fantasmas que me assombram
Eu te amo porque você deixa grandes os momentos pequenos e pequenos os que poderiam se tornar grandes e feios. Eu te amo porque você sabe medir tudo direitinho (exceto a quantidade de desinfetante do banheiro ou o sabão em pó do tanquinho)
Eu te amo e eu juro de coração, pois você topa ser um companheiro de aventuras.
Eu te amo sim e até já te tatuei em mim.
Eu te amo porque você sabe quem eu sou e mesmo sem manual você me desmonta e depois consegue colocar tudo no lugar. Eu te amo porque sim.
Eu te amo porque você é bonitão por dentro
Eu te amo porque além de bonitão você calça 40 e então tá garantido que seus pés podem nos sustentar superbem.
Eu te amo porque você é quase decente (é que a pequena porcentagem de indecência localizada me agrada)
Eu te amo porque você me esquenta o corpo e o coração e esfria antigas mágoas e decepções
Eu te amo porque você traz pra perto o melhor de mim e espanta os piores fantasmas que me assombram
Eu te amo porque você deixa grandes os momentos pequenos e pequenos os que poderiam se tornar grandes e feios. Eu te amo porque você sabe medir tudo direitinho (exceto a quantidade de desinfetante do banheiro ou o sabão em pó do tanquinho)
Eu te amo e eu juro de coração, pois você topa ser um companheiro de aventuras.
Eu te amo sim e até já te tatuei em mim.
Eu te amo porque você sabe quem eu sou e mesmo sem manual você me desmonta e depois consegue colocar tudo no lugar. Eu te amo porque sim.
15.10.09
Tum-tum
Vem aqui, deixa eu ouvir seu coração
Quero acertar as batidas do meu no seu
Quero calcular com quantos bits por minuto você vive
Quero fechar os olhos e me perder na conta, quero não ter que contar nada mais
Quero contar tudo para você
Quero contar segredos
Quero contar historias
Quero planejar castelos e derrubar tudo para no lugar erguermos uma casinha de sapê
Vem aqui, deixa eu ouvir seu coração
Vou respirar bem devagar e expirar contigo
Vou beijar seu peito com carinho e admirar você
Vou contar todas as suas pintas e começar tudo de novo, quero contar sempre e mais
Vou querer ouvir tudo o que pensa
Vou querer ler seus pensamentos
Vou querer que me conte historias pra viver e pra dormir
Vou querer apostar promessas valendo uma coca-cola para serem quebradas e substituirmos por juras de coração.
Quero acertar as batidas do meu no seu
Quero calcular com quantos bits por minuto você vive
Quero fechar os olhos e me perder na conta, quero não ter que contar nada mais
Quero contar tudo para você
Quero contar segredos
Quero contar historias
Quero planejar castelos e derrubar tudo para no lugar erguermos uma casinha de sapê
Vem aqui, deixa eu ouvir seu coração
Vou respirar bem devagar e expirar contigo
Vou beijar seu peito com carinho e admirar você
Vou contar todas as suas pintas e começar tudo de novo, quero contar sempre e mais
Vou querer ouvir tudo o que pensa
Vou querer ler seus pensamentos
Vou querer que me conte historias pra viver e pra dormir
Vou querer apostar promessas valendo uma coca-cola para serem quebradas e substituirmos por juras de coração.
delicias
Um presente bem grande para uma criança bem pequena e bem pobre
Uma rifa de quermesse premiada com o nome “Josileusa”
Uma rosa selvagem no meio do acostamento daquela estrada movimentada
Um mês de lavagem grátis do nada, quando abasteço no mesmo posto de sempre
Um velhinho do asilo feliz no dia dos pais
Uma visita de amigos inesperada naquela hora que você se sente só no mundo
Uma cesta de doces da vó, no dia em que acabaram todos os chocolates da despensa
Um Plantão do JN com Bonner e Fátima dizendo que o Brasil é líder no desenvolvimento social seguido da Paula Padrão dizendo que todas as bombas nucleares foram desmaterializadas do nada
Bombons, sorvetes e camas quentihas emagrecedoras
Um copo de água gelada depois de correr 20 minutos atrás do ultimo ônibus
Um abraço de uma criancinha cheirosa sem pedir
Sua mãe feliz dizendo que ganhará R$ 5mil para ficar em casa descansando e fazendo quitutes pro café da tarde
Uma festa de aniversário surpresa com amigos de todas as épocas sorrindo pra você
Férias remuneradas de dois meses após trabalho nos fins de semana e descanso nos chamados dias úteis :)
Tudo isso seria muito bom, mas real e tão bom só minha vida depois da Elissa ficar 20 minutos na fila do banheiro da Cachaçaria.
Uma rifa de quermesse premiada com o nome “Josileusa”
Uma rosa selvagem no meio do acostamento daquela estrada movimentada
Um mês de lavagem grátis do nada, quando abasteço no mesmo posto de sempre
Um velhinho do asilo feliz no dia dos pais
Uma visita de amigos inesperada naquela hora que você se sente só no mundo
Uma cesta de doces da vó, no dia em que acabaram todos os chocolates da despensa
Um Plantão do JN com Bonner e Fátima dizendo que o Brasil é líder no desenvolvimento social seguido da Paula Padrão dizendo que todas as bombas nucleares foram desmaterializadas do nada
Bombons, sorvetes e camas quentihas emagrecedoras
Um copo de água gelada depois de correr 20 minutos atrás do ultimo ônibus
Um abraço de uma criancinha cheirosa sem pedir
Sua mãe feliz dizendo que ganhará R$ 5mil para ficar em casa descansando e fazendo quitutes pro café da tarde
Uma festa de aniversário surpresa com amigos de todas as épocas sorrindo pra você
Férias remuneradas de dois meses após trabalho nos fins de semana e descanso nos chamados dias úteis :)
Tudo isso seria muito bom, mas real e tão bom só minha vida depois da Elissa ficar 20 minutos na fila do banheiro da Cachaçaria.
(sou brasileira, não desisto nunca)
Quando penso em você muda o dia. O céu nublado ganha sol e as flores murchas se abrem coloridas todas! Pensei um pouco se era certo te querer, mas não tive resposta, porque não se trata de ser certo ou errado, mas se você é digno ou não do meu amor (já tão grande) por você. Pois é, vai saber... é que quando encosto no teu peito tudo se confunde e eu fico boba, meio semidebilmental. Vamos então soltar o varal de cordinhas sem nós intermediários. Vamos descer a ladeira de carrinho de rolimã sem freio. Vambora, como você diria, vamos parar de babis-blow. Que onda, gatão! É isso aí, velho. Sem medo. O que sinto é massa, é cabuloso. Conto alguns detalhes só pros brothers, o resto é segredo nosso. Baccios. E vem logo me ver.
2.10.09
Todos nascemos para fecundar
23.9.09

Maria-sem-vergonha corre atrás do homem que quer
Maria-sem-vergonha dorme querendo ser acordada de madrugada com ligações e sms
Maria-sem-vergonha sou eu, é você, é toda aquela que sonha com
Brilho nos olhos
Alma voadora
Saia curta, decote e perfume forte
(nem todos de uma vez só)
Maria-sem-vergonha é antiga e é moderna
Maria-sem-vergonha lava, passa cozinha e quer ter aula de striptease
Maria-sem-vergonha somos nós todas que queremos
Fins de semanas infinitos
Cinema com pipoca
Barba mal feita, abraço espremido e sussurro no ouvido
(nem todos de uma vez só)
Vai Maria-sem-vergonha, corre, estica, puxa, dá uma cambalhota e seja mais feliz!
Criancice
“Sou uma mulher madura
Que às vezes anda de balanço
Sou uma criança insegura
Que às vezes usa salto alto
Sou uma mulher que balança
Sou uma criança que atura”.
(Martha Medeiros)
“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz”. (Platão)

“Tenho a impressão de ter sido uma criança brincando à beira-mar, divertindo-me em descobrir uma pedrinha mais lisa ou uma concha mais bonita que as outras, enquanto o imenso oceano da verdade continua misterioso diante de meus olhos”. (Isaac Newton)
“As mulheres permanecem sempre crianças que vivem à espera de algo”. (Oscar Wilde)
“Crianças gostam de fazer perguntas sobre tudo. Mas nem todas as respostas cabem num adulto”. (Arnaldo Antunes)
Que às vezes anda de balanço
Sou uma criança insegura
Que às vezes usa salto alto
Sou uma mulher que balança
Sou uma criança que atura”.
(Martha Medeiros)
“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz”. (Platão)

“Tenho a impressão de ter sido uma criança brincando à beira-mar, divertindo-me em descobrir uma pedrinha mais lisa ou uma concha mais bonita que as outras, enquanto o imenso oceano da verdade continua misterioso diante de meus olhos”. (Isaac Newton)
“As mulheres permanecem sempre crianças que vivem à espera de algo”. (Oscar Wilde)
“Crianças gostam de fazer perguntas sobre tudo. Mas nem todas as respostas cabem num adulto”. (Arnaldo Antunes)
21.9.09
Pode ser...
É estranho e arriscado dizer, mas outro dia o descrevi em um papel. Um papel não, uma lista ordenada em um papel. Uma lista ordenada e desacreditada em um papel. Uma lista pra Deus, uma lista que parecia de supermercado, mas impossível de se encontrar o que ali está descrito em qualquer esquina, ou mesmo na esquina mais famosa e glamourosa da Champs-Élysées, por exemplo.
É estranho, é arriscado dizer, mas digo que outro dia o descrevi em um papel porque é a primeira vez que encontro minha lista andando, comendo, falando, sorrindo e piscando os olhos com força. (É bem possível que este seja mais um texto romântico e se esvaia pela rede em algum tempo, transformando as palavras, linhas e parágrafos em pixels sem sentido, mas pode ser que não.) Pode ser que realmente minha lista ordenada e desacreditada tenha tomado vida e esteja respirando perto de mim. Se isso for verdade eu entenderei várias coisas sem sentido e, enfim, conseguirei tomar coragem para voar. Se isso acontecer, passarei a acreditar em cachorros falantes, casas voadoras e promessas de coração.
É estranho, é arriscado dizer, mas digo que outro dia o descrevi em um papel porque é a primeira vez que encontro minha lista andando, comendo, falando, sorrindo e piscando os olhos com força. (É bem possível que este seja mais um texto romântico e se esvaia pela rede em algum tempo, transformando as palavras, linhas e parágrafos em pixels sem sentido, mas pode ser que não.) Pode ser que realmente minha lista ordenada e desacreditada tenha tomado vida e esteja respirando perto de mim. Se isso for verdade eu entenderei várias coisas sem sentido e, enfim, conseguirei tomar coragem para voar. Se isso acontecer, passarei a acreditar em cachorros falantes, casas voadoras e promessas de coração.
10.9.09
Pedra Grande
O caminho foi todo uma delícia, mas quando chegamos no topo a sensação foi de profunda admiração por toda aquela visão, que queria alcançar além do que os olhos viam. Uma paz incrível tomou conta de cada uma de nós e nossos pulmões se inflaram com liberdade. Depois de curtir um silêncio cheio de conteúdo e pensamentos maravilhados, caminhamos, corremos, escalamos, cantamos, gritamos. O vento brincou e levou pra longe o stress e o cansaço, o sol derreteu todos os maus pensamentos.
Eu, que já me senti como peixe, agora vou realmente voar. E lá vi três tipos de vôo. Um de asa delta, outro de parapente, e um rodopio apaixonado de um casal. Quero experimentar todos eles.
Eu, que já me senti como peixe, agora vou realmente voar. E lá vi três tipos de vôo. Um de asa delta, outro de parapente, e um rodopio apaixonado de um casal. Quero experimentar todos eles.
7.9.09
3.9.09
En el muelle de San Blás
A primeira vez que ouvi esta música e a traduzi, achei fantástica. E continuo achando. Você que está lendo, provavelmente não vai entender, vai achar exagero. É que eu sinto ela fazer o sangue circular mais triste e ao mesmo tempo mais firme nas veias. Adoro palavas fortes... e ela traz algumas bem colocadas, dispostas, em posição perfeita. O shuffle a sorteou aqui no meu Media Player agora e, sem brincadeira, fazia uns 5 anos que não a ouvia. Foi bom.
A edição desse cara ficou legal.
A edição desse cara ficou legal.
2.9.09
Vitória-régia

Queria ter o final da tarde de hoje livre para mim. Para eu tirar os sapatos e andar descalça, sentindo a areia no meio dos dedos e as pedrinhas na curva dos pés. Se eu tivesse o fim da tarde todo para mim, poderia ter ido procurar uma vitória-régia e me sentado perto dela, para ficar aguardando em silêncio o desabrochar de uma flor. Nessa deliciosa espera, eu contemplaria o sol se pondo, agradeceria os momentos bons do dia e, quem sabe, colocaria os pés na água. Sem saber se era o primeiro ou o segundo dia de vida da flor, faria um jogo no qual ela me responderia se você é ou não uma pessoa especial. Se sim, a flor seria branca, se não, rosada. E eu esperaria os poucos minutos ansiosa, com a recompensa de que - de qualquer forma - sentiria um suave perfume adocicado no ar. De quebra, ainda veria a lua brilhante no céu.
(Hoje me apaixonei pela vitória-régia e descobri que ela pode chegar a até 2m de diâmetro; que sua folha adulta pode agüentar até 40kg sobre ela e que suas flores mudam de cor, de acordo com o primeiro e segundo desabrochar. Não é a toa que uma das lendas folclóricas mais bonitas é a dessa bela planta aquática amazônica.)
31.8.09
O marinheiro

Não tinha o hábito de usar despertador, pois acordar cedo era uma rotina de sempre. Levantava-se antes do sol e todos os dias o via subir por detrás do mar. Os primeiros raios da manhã davam a impressão de o mar estar alaranjado e cristalizado. Aquele mar calmo e seguro, que há tantos anos o abrigava.
Era um velho marinheiro da marinha mercante, conhecia vários barcos e navios de carga, e por isso também vários países, vários lugares. É claro que preferia o convés à casa de máquinas e como já estava com a idade avançada tinha um certo privilégio de livre arbítrio. Já não obedecia a regras, fazia o que tinha vontade. Era praticamente um passageiro-morador daquela embarcação e se orgulhava em ter conquistado esse status à base de muito trabalho, coleguismo e respeito.
À noite, contava histórias e estórias aos novatos e dizia que cada estrela era uma mulher que olhava pelos homens do alto, pois não os podiam ter. Como era injusto tanta mulher no céu e a ausência delas consentida no mar! Era verdade que nunca havia se casado, mas mentira dizer que não tinha vivido grandes amores. Pros mais chegados, contava suas aventuras, encantos e desencantos.
E como ia dizendo antes, cada novo dia parecia o mesmo. Levantava da cama, lavava o rosto, escovava os dentes, bebia o que tivesse e comia uma fatia de pão de forma com manteiga de garrafa. Uma vez por semana dava para comprar frutas e o desjejum era, portanto, mais saboroso. Mas no dia-a-dia era só isso mesmo: pão de forma com manteiga de garrafa e um pingado ou café preto, ou chá mate. Pegava a caneca e, no convés, via a lua dar lugar ao sol, e admirava o alaranjado no mar.
Um dia, quando a embarcação aportou logo cedo, resolveu dar uma caminhada. Era grande a carga que seria deixada no porto e a tripulação garantiu que em menos de cinco horas não terminariam o trabalho. Calçou o par de sapatos, desceu do barco e escolheu aleatoriamente o rumo. Seguiu pela direita, à beira mar e foi reparando em tudo que sua visão e mente podiam captar. Um casal de jovens namorados trocavam carinhos em frente a uma lanchonete, uma senhor de meia idade comprava jornal em uma banca cheia de penduricalhos, um moço triste caminhava ao lado de um cachorro sujo e magro. Passou também por um grupo de amigas alegres que tinham cestos de roupas nas mãos e por guardas que faziam ronda no local.
Já a uns quilômetros do barco viu um banco de madeira próximo a uma saída para a praia. Sentou ali e ficou admirando a paisagem. Um vento fresco bateu em seu chapéu e quase o fez voar. Nessa hora, um vendedor de doces sentou ao seu lado e perguntou: “Nunca o vi por aqui, está a passeio?”. O velho marinheiro respondeu que vivia no mar e apontou ao longe a embarcação, “Está vendo aquele barco grande, com alguns homens trabalhando? É minha casa”.
Conversaram sobre coisas bobas e o vendedor se foi. O velho sorriu e agradeceu a prosa. Mal estava sozinho, sentiu um calafrio e uma linda gaivota passou em sua frente e voou como que em direção do sol. Seus olhos brilharam como o alaranjado das manhãs do mar e se fecharam com delicadeza. Quando os abriu de novo, sobrevoava o mar.
(Imagem do banco SXC)
30.8.09
Valores...
Quanto custa um cachorro quente, quanto custa uma TV de LCD, quanto custa um carro, quanto custa?
Tudo tem um preço, mas nem tudo tem valor. O cachorro quente depois de um dia todo sem comer nada, uma TV de LCD comprada com a vaquinha de um grupo de amigos pra dar de presente de casamento, um carro quitado com várias prestações que apertavam meses o orçamento, isso sim tem valor.
Tem mais valor a carta que o selo, o papel e o envelope. Tem mais valor a bandeja de decoupage feita com carinho que os whiskys Blue Label sobre ela. Tem mais valor o som doce da voz da mãe à distância, que o celular com Bluetooth. Tem muito mais valor as cenas fotografadas e as viagens compartilhadas com amigos que a máquina fotográfica e as passagens aéreas.
Viver é um ato com preço inestimável, mas só consegue desfrutar com sabedoria aquele dá valor para às devidas coisas, que são, claro, as que ficam nas entrelinhas, escondidinhas, aquelas que dificilmente você vê explícitas mais de uma ou duas vezes por dia. E como o valor das coisas depende dos olhos de quem as vê, é aí que mora o perigo...
Deus pôs a gente na Terra e nos deu uma placa de “Atenção”, mas não explicou direitinho com o quê se deve temer. Eu acho que são com os falsos valores. Eles deturpam o que vemos, nos fazem ouvir os que não valem a pena, nos deleitamos com sabores errados, confundimos cheiros desagradáveis com boas fragrâncias, tocamos o que não devemos ou o que não é nosso. Valores errados estragam os sentidos, e o sentido de todas as coisas.
...E viver tem que ter sentido e tem que ser intensamente de verdade. Penso assim porque quando eu morrer eu quero chegar lá sorrindo.
23.8.09
Ontem
Areia no chão, estrelas no céu, cerveja na mesa, lustres de cabaça, bom som, bom papo, boa companhia, bom cheiro, gente dançando, lei antifumo (oba!), arandelas de barro, meia-luz, frio, aquecedor, riso, silêncio, beijo, abraço, amasso. Amasso o recibo do pedágio, estrada, tchau Fer, sono, bom dia. Fim.
Assinar:
Postagens (Atom)

