10.9.07

Dia Mundial de Prevenção do Suicídio



Ok. É romântico, é byronista, é marcante. Mas eu não pularia, não tomaria zilhões de remédios, não cortaria os pulsos, não me enforcaria, não tomaria overdose, não me jogaria na frente de carros, trens, trens de pouso, motos, trilho de metrô. Não. Não me afogaria, não estouraria os miolos com um tiro. Nada de "boom". Quando eu morrer será "pluft" e pronto. Na hora certa, seja ela qual for. Há o que ver, o que cheirar, o que experimentar. Às vezes o gosto amargo prevalece, mas nas entrelinhas há muito chocolate e sorvete para degustar.

E pensar que tudo começou com um grito da mãe, um sorrisão do pai, um tapa na bunda do médico, um choro ardido ao ver a luz e receber ar pela primeira vez... um ano depois "Parabéns pra você". Tá, nem sempre é tão "redondo" assim, mas a luz e o ar sempre estão lá.


Uma pessoa se suicida a cada 30 segundos no mundo, diz OMS. Veja a notícia que saiu na Folha On Line

6 comentários:

Fabio Chiorino disse...

viver é o que nos sobra. O que não significa ser lá grande privilégio. A morte morrida ainda é a melhor das opções.

Thais França disse...

A morte morrida é meu sonho de fim. Mas para ser 100% o que veio anteriormente tem que ter valido a pena, senão, vira alívio. E a morte é bem mais que isso.
Abraços tétricos!

Calebe disse...

Você é uma comédia, menina - mas, no fundo, penso aqui, tenho essa mesma opinião que você, nada de facas atravessando orelha a orelha, só mesmo a morte morrida e em paz, que é boa (deve ser).

Thais França disse...

Deve ser ótima!

Paulo disse...

Thais
A vida é feita de caminhos árduos, mas viver é bom demais, haverá sempre uma forma de contornarmos os problemas e seguir em frente, como o professor de spinning diz:
desistir jamais !
Seu pai, Paulo.

Thais França disse...

E tem gente que acha que academia serve só pra carcaça... em todas as situações há aprendizados profundos! rssss
beijos, pai!