10.7.09

“... e se estiver sem pára-quedas, a dor será breve”


Ela não acreditava que ele era capaz de assumir o leme, mas, bravamente, ele mostrou que ela estava errada. Ela gostou da demonstração de firmeza. Sentiu-se segura, entrou no barco e desmereceu o colete salva-vidas, ficou ensacado embaixo de todas as coisas mais úteis. O passeio foi incrível, belas paisagens, dias claros, outros escuros, mas todos agradáveis, até que ele sentiu um desconforto. E foi nesse dia, sem ela sequer imaginar, que ele a jogou no mar e seguiu sozinho. Ele com o leme no piloto automático, firme numa direção qualquer, ela no oceano à deriva. Ele sumiu no horizonte, ela está boiando até chegar em alguma praia. Com os braços e pernas abertas, deitada no mar ela olha pro alto. Olha pro céu e decide: “mar, nunca mais! Agora só quero voar...”

4 comentários:

Adriana disse...

é... e todos podem voar!!!

Adorei seu blog! Parabéns!
Show de bola!

;-)

Cláudio de Souza disse...

Olá, vi que vc fez um comment no meu *outro* blog... Aquele está parado pq eu tenho um novo:

http://milanosdepois.wordpress.com/

bjs
cld

Denise disse...

Pode ter certeza que na hora que chegar na praia sera uma paradisica, linda, com grandes coqueiros, agua limpa, muito melhor que aquele barquinho... Porque é isso que voce merece! Voce não nasceu para um barquinho e sim para uma praia linda e todo o ceu para voar.

Thais França disse...

Obrigada, Adriana!
Dê, vc é uma amiga coruja, não vale! Bjs e obrigada. Precisamos nos ver! Vamos pra praia? (frioooo!)