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13.4.09

Legalzinho





www.photofunia.com

Além de divertido é rápido. Vai lá pra você ver...

24.9.08

queria a velocidade da luz nos dias úteis (?)


Trabalho, escrevo, corro pra lá e pra cá, bebo mais água que o usual, arrisco subir uns degraus ao invés do elevador, quero gastar meu tempo, quero que ele acabe, não quero que ele me prenda como cola, como aquela cola de armadilha de rato. Quero ganhar uma corrida que canse o tempo e faça o relógio parecer acelerado, e acabado. Saio, rio, bebo, como, falo com pessoas na mesma língua que eu. Busco palavras diferentes, assuntos diferentes. Quero sucumbir o tempo, quero sentir que ele é menor do que realmente é. Tento enganá-lo e persuadir meu relógio biológico que as horas não são longas demais. Olho pela janela do sétimo andar, viajo nas montanhas que ficam ao fundo da paisagem cheia de ruas e carros em primeiro plano. Quero que o tempo corra como os carros e motos que cortam a frente de ônibus e pedestres no chão. Quero que o tempo seja inversamente proporcional à lenta velocidade das nuvens que pouco se movem entre as montanhas. Quero que o tempo passe logo, quero que chegue logo o fim de semana para pelo menos um tiquinho eu ter você em slow motion, se possível for.

2.4.07

Na (infinita) D.Pedro I


Toda segunda é isso. Vejo o sol apontar exatamente quando passo pelo posto da Polícia Rodoviária de Atibaia.


Se é ruim acordar cedinho, e estar ali por volta das 6h, bom é admirar o deus Rá levantando depois de mim. Para me sentir melhor, imagino que é um presente quente, mas menos calórico que uma cesta de café da manhã (que seria cabível nestes momentos), por exemplo.


É... os nasceres de outono são realmente meus favoritos.

29.3.07

Com os pés no chão


E quanto mais caminho, mais sei que tenho estrada

E quanto mais estrada, mais sei que vou querer atalhos

E quanto mais atalhos, mais sei que, na maioria, não serão a melhor escolha

E quanto mais escolhas, mais sei que surgirão dúvidas

E quanto mais dúvidas, mais sei que precisarei de força

E quanto mais força, mais sei que terei de ser diplomática

E quanto mais diplomática, mais sei que farei com calma

E quanto mais calma, mais sei que seguirei no caminho

E quanto mais caminho, mais sei que tenho estrada...

28.3.07

Para quem ainda não surgiu


Silencia-me, por favor
Silencia-me
Deixe que o barulho das situações irrelevantes não chegue até mim
Atente para que piadas sem graça não me atormentem
Inunda-me com a calada de uma noite estrelada
(Tolero o doce som da chuva caindo)

Silencia-me, por favor
Silencia-me
Cuide para que o grito do tédio não me sufoque
Alcance, a mim, a calma, mas sem dar crédito à rotina
Preencha-me com tua presença
(Aceito as pedras que naturalmente virão)

Silencia-me, por favor
Silencia-me
E transforma o desconforto do silêncio vazio que hoje conheço
Apresenta-me um som que não precisa ocupar meus espaços
Prova-me que há sons mudos e silêncios ruidosos
Silencia-me, por favor
Silencia-me
E me desconserte.

27.3.07

Absurdo do dia

SBT quer reduzir salário de Ratinho

Ratinho pode ter seu salário reduzido no SBT. Estuda-se a possibilidade de ser feito novo contrato com um prazo maior para acabar, mas com valor menor.

Ele ganha em torno de R$ 1,5 milhão por mês. Comenta-se nos bastidores que Ratinho não aceitou a proposta. Hoje ele estréia "Você É o Jurado". (Fonte: Coluna Zapping do Uol)

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E o sobrenome dele é "Massa"... super do povo.
O Felipe pode. Não finge ser - ou gostar de - o que não é.


24.3.07

Ode à feminilidade


Ontem, mais uma vez, me decepcionei com a quantidade de mulheres sem classe em uma festa, digamos, de gala. Puxa, o que diferencia os homens das mulheres são características de base, sendo, óbvio, a feminilidade inerente às mulheres. Ou deveria ser. Não sei o que está acontecendo, mas cada vez mais vejo mulheres sem postura, sem charme, sem sex appeal andando por aí. Quem me conhece sabe muito bem que não tenho atração por mulheres. O que me impulsionou a escrever este post foi mesmo a decepção com o cenário decadente que ando reparando estar presente em tantas locações. Minhas companheiras de gênero andam fazendo feio.

Ok, sou um pouco machista sim. Acho que mulher tem que ter um andar bonito, tem que ter trejeitos charmosos. Tem que fazer diferença em detalhes sutis, que variam de acordo com a personalidade de cada uma. Pode-se ser muito feminina sendo punk, patricinha, hippie ou freira. A feminilidade não está em adereços, mas no comportamento.

É por isso que o famoso pretinho básico atravessa gerações com sucesso. Ele sugere sensualidade, sofisticação, mas é discreto, deixando para cada uma que o use adicionar seu tempero. Ele é prova de que o que distingue cada mulher e o que faz diferença está nas entrelinhas (e é por isso que, apesar de básico, algumas nem com um ficam elegantes).


Sobre a evolução do pretinho básico

O primeiro exemplar foi criado por Chanel, em 1926, revolucionando a moda, pois as mulheres só podiam usar a cor para o luto. Na década de 30, a quebra da bolsa de NY e a II GGM proporcionaram um triste período, que combinou com a cor.

O preto só ganhou glamour quando, em 1947, Christian Dior lançou o New Look, um estilo que valorizava as formas femininas. A partir daí, o peso da dor caiu e o preto passou a ser fashion. Nas décadas de 60 e 70, Jacqueline Kennedy e Audrey Hepburn tornaram-se as divas da cor, do charme e deixaram na história a marca da sua feminilidade, mostrando que o simples pode ser glamouroso e elegante, mas o responsável por isso é mesmo o espírito de quem o veste.



Na foto, a atriz Audrey Hepburn em cena do filme "Bonequinha de Luxo", de 1961

22.3.07

Disse minha mãe ontem... (e só eu compreendi)




paradoxo sim, não
a vida vem, a vida vai,
morte fica, vida vem

a altura é baixa, embora fosse alto o tom com que ele se pronunciava a meu respeito, seu grito angustiado saia da garganta como se fosse um estertor da morte

morte por não saber que o que angustiava era meu grito não ser ouvido ou meu olhar não ser compreendido, morte era o que restava



(por Maria Antonieta)

21.3.07

Córo



Corro. Vejo um furacão se aproximando e corro.

Corro. O vento me envolve, quase me tira do chão e eu corro.

Corro. As pernas se movem com sincronismo, mas não tiram meu corpo do lugar.


Estou presa. O furacão me envolve.

Estou presa. O vento me tira do lugar.

Estou presa. As minhas próprias pernas estão se aproximando.


Corro, para não me prender, e córo.