Espaço reaberto pós longo período aposentado. Este é um lugar onde paro para pensar o que vem à mente, sem arredondar. Já foi uma gaveta; já foi um tupperware, daqueles que a gente fecha bem as idéias e põe na geladeira, guardando o que queremos preparar mais para frente. É relevante, tem motivo de estar, mas não está pronto. Superficial. Superfácil, Só prefácio. Superfacial, está na cara, mas só ali (aqui). As vezes, até consigo enxergar a lua pela fresta do telhado.
24.9.08
momento chicletinho
9.4.07
Eu quero, tu queres, ele quer, nós queremos, vós quereis, eles querem
29.3.07
Com os pés no chão

E quanto mais caminho, mais sei que tenho estrada
E quanto mais estrada, mais sei que vou querer atalhos
E quanto mais atalhos, mais sei que, na maioria, não serão a melhor escolha
E quanto mais escolhas, mais sei que surgirão dúvidas
E quanto mais dúvidas, mais sei que precisarei de força
E quanto mais força, mais sei que terei de ser diplomática
E quanto mais diplomática, mais sei que farei com calma
E quanto mais calma, mais sei que seguirei no caminho
E quanto mais caminho, mais sei que tenho estrada...
28.3.07
Para quem ainda não surgiu
Silencia-me
Deixe que o barulho das situações irrelevantes não chegue até mim
Atente para que piadas sem graça não me atormentem
Inunda-me com a calada de uma noite estrelada
(Tolero o doce som da chuva caindo)
Silencia-me, por favor
Silencia-me
Cuide para que o grito do tédio não me sufoque
Alcance, a mim, a calma, mas sem dar crédito à rotina
Preencha-me com tua presença
(Aceito as pedras que naturalmente virão)
Silencia-me, por favor
Silencia-me
E transforma o desconforto do silêncio vazio que hoje conheço
Apresenta-me um som que não precisa ocupar meus espaços
Prova-me que há sons mudos e silêncios ruidosos
Silencia-me, por favor
Silencia-me
22.3.07
Disse minha mãe ontem... (e só eu compreendi)

a vida vem, a vida vai,
morte fica, vida vem
a altura é baixa, embora fosse alto o tom com que ele se pronunciava a meu respeito, seu grito angustiado saia da garganta como se fosse um estertor da morte
morte por não saber que o que angustiava era meu grito não ser ouvido ou meu olhar não ser compreendido, morte era o que restava
(por Maria Antonieta)
21.3.07
Córo
