21.11.07

fica sempre um pouco de perfume

Adora dar presente. Quando conhece alguém legal e divide alguma intimidade, dá um jeitinho de presentear. Nada caro, não é esse o ponto. É a lembrança, a demonstração de afeto; um sorriso carinhoso em forma de pacotinho embrulhado. Pode ser um bombom, um lápis, um bloquinho, uma pedra do lugar X, uma cocha da praia Y, uma bolacha de cerveja do bar Z. Pode ser também um verso. Quando está com alguém então, apaixonada, a vontade de comprar coisinhas sem muito sentido racional aumenta e dinheiro de pinga vira poesia. Em datas comemorativas a mania piora, beira a doença, um fascínio, quase fixação. Também gosta de ganhar (Freud diria que é projeção) esses pequenos presentes. Lembra de cinco que recebeu na mesma linha: um peso de papel cafona, uma cestinha de vime com três cachorrinhos de resina quase ridículos, um porta-caneta escrito “Feliz Aniversário”, num mês distante do dela, uma camiseta que levou dias para ter bordado um coração nas cores do Brasil e uma violeta de plástico. Quando pensa nisso se enche de alegria. Para ser feliz, basta uma fita escolhida a dedo, mesmo que não envolva nenhum pacote. De preferência, de surpresa, num dia qualquer.

Um comentário:

Paulo disse...

Thais
Presente é bom tanto receber quanto dar ...Gosto muito, ser lembrado e lembrar, sempre !
Seu pai,