2.5.07

Palavras mudas não servem

Eu falo muito. Mas em certos momentos não é preciso falar muito. Nesses momentos, grande quantidade de palavras não supre necessidades específicas da fala. O ideal é falar pouco e no alvo. Queria tanto falar certas coisas em certos momentos, mas não. A fala trava. Os olhos dizem, só que não são claros, e deixam óbvio que há falas que têm que ter som. Mas a garganta fecha e o cérebro fica falando sozinho pra dentro. Fica falando tudo que deveria estar sendo dito pela boca, mas não. Como o cérebro não tem caixinhas de som para mandar o diálogo pra fora, aquela fala vira monólogo e perde o sentido. Pior, não inventaram ainda como salvar o que virou monólogo num pen drive e enviar o documento anexo por e-mail para alguém o baixar e ouvir escolhendo o Windows Media Player, por exemplo. Quando o que era para ser diálogo da boca vira monólogo do cérebro, as palavras viram pensamento perdido para sempre.

2 comentários:

Nelson disse...

Realmente essa ainda é uma restrição...
Mas quem sabe um hora alguém invente uma forma de ajudar as pessoas a expor seus pensamentos, ou um sistema que derrube nossa inibição (vulgo passar óleo de peroba).
Mas o monólogo ainda continua sendo uma das formas de representações mais dificeis de ser realizada, você não conta com o apoio de ninguém ao tentar expor suas idéias... é só vc mesmo.
Mas como já diz o velho ditado.... "Pra bom bebedor, meia garrafa basta" ou seria "Pra bom entendedor, meia palavra basta"???
Hehehehehe... vc entendeu.
Bjus e bom serviço

Giovana disse...

As vezes queremos dizer coisas.. mais a fala nao sai... e depois nos arrependemos de nao ter dito...

Adorei o que vce escreveu

Beijos
Giovana